quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Nos tal -d-gia


As minhas melhores histórias ainda são projetadas com você. Noite passada eu sonhei que você voltava, mas dessa vez foi tão real que eu acordei chorando, sentindo na flor da pele o teu toque manso de perdão. Eu te perdoei por quase tudo, só não te perdoo por ter me deixado pela metade, poderia ter tido o mínimo de consideração pela minha integridade e ter deixado a parte de mim que ainda sentia. Olha só, nos últimos anos eu tenho quebrado alguns corações, mas nenhum deles quis entender o motivo e o culpado é você, sim é você, que me fazia dormir com a voz rouca ao telefone, que me ligava no meio da tarde só para saber se estava tudo bem, que aparecia de surpresa com flores, você que sabia meu calendário emocional e quando foi, foi sabendo que era a pior hora, foi sabendo que eu já estava no ritmo das batidas do seu coração. Desplugou os cabos sem aviso prévio causando um curto circuito nas minhas veias. Você é tão egoísta, é aquele verdadeiro “nem fode e nem saí de cima” deixei de gozar outros amores, não pela falta de tentativas,pode apostar, e se tem algo que me consome é essa minha mania tosca de não sentir raiva de você. Toda noite antes de dormir eu peço baixinho: "Meu Deus, não me deixe sonhar com ele de novo" porque acordar e não sentir você e nem sentir raiva de você só desperta a saudade e é essa saldade que aumenta minha pressão 

sábado, 31 de janeiro de 2015

Um homem de sorte

Bom, sou completamente apaixonada por livros e decidi que o blog precisava parecer mais comigo e eu estava interessada em ter um contato maior com vocês, por isso, decidi que além de publicar meus textos ( que são pedacinhos da minha alma) e minhas fotografias vou também mostrar a vocês o que eu tô lendo ultimamente. Eu nunca faço uma meta exata de quantos livros eu quero ler no ano- meu tempo é muito imprevisível- mas procuro sempre ler mais do que o ano anterior (foram 30 livros em 2014).

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Nome: Um homem de sorte
Autor: Nicholas Sparks
Gênero: Romance
Páginas: 349

O meu primeiro livro do ano foi "Um homem de sorte", eu sempre dizia que não sou do tipo "romance clichê", mas na vida real esse lance é bem raro, então eu resolvi que quero dos meus livros o que a "vida real" não me permite ou não me mostra. 


  • Conta a história de um ex fuzileiro naval que conseguiu sobreviver as guerras do Iraque supostamente por causa de uma fotografia que lhe transmitia sorte, essa era a opinião de seu melhor amigo pelo menos. Saturado de sua vida cheia de regras e vendo tanta gente morrer como nem sequer um médico já viu, ele parte em uma viagem em busca da mulher que está na fotografia, contudo ele viaja a pé e acompanhado somente pelo seu pastor alemão. Se ele queria recriar sua vida e viver uma boa aventura, bom, conseguiu isso e muito mais. 

Indicado pra quem:


  1.  Gosta de romances 
  2. Ama animais 
  3. Sonha em ser mochileiro 
  4. Gosta de conselhos do mais velhos (essa indicação você só vai entender quando estiver lendo, hahaha) 
  5. Indicado principalmente pra quem AMA ler!


É isso, espero que essa minha nova tática para o blog dê certo.
                  
        Com amor, Mirelle

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Gipsy




Eu gosto de viajar com o vento, gosto de ter alma de folha, gosto das gotas de chuva caindo na minha face como lágrimas que não tem nem sal e nem açúcar, lágrimas que nunca poderiam ser de tristeza porque tomar banho de chuva revigora que nem momentos de alegria. Gosto de andar descalça e pisar na grama, mais ainda na lama, de sentir que eu tô nesse mundo e que nada está perdido, gosto de saber que posso recomeçar hoje ou amanhã e que o tempo ainda vale pra mim. Gosto do frio na barriga e de ver o sol nascer, gosto de coisas simples que qualquer mendigo pode ter, mas que muitas vezes o mais rico do quadrado nunca sentiu.
Eu também gosto de chocolate e de ouvir um tambor, gosto de girar com uma música bem ritmada e gosto de falar do que eu gosto. Eu gosto de gente calma que nem um vulcão e gosto de leoninas
Eu gosto de arco, flecha e de centauros, de estrela, cometa e erupção, gosto de flores que não se colocam em caixão e gosto de bicho, bicho seda, bicho selvagem, bicho gente e de bicha também.
Gosto de ser livre e de seres livres também, gosto de admirar a janela do meu quarto quando a lua se faz grande e eu posso contemplar Ogum com sua espada e seu dragão
Gosto de Deus e de toda religião, gosto de menina que aceita e de mulher que modifica, gosto de homem com barba e menino com pensamento rápido, gosto de apelidos e de quarta-feiras.
Eu gosto de ter tanto o que gostar pelo simples fato de existir

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Diário de bordo do futuro

Antônio: 

Eu poderia mentir e dizer que eu era o "fodão" da cidade e que terminar com a Celly não tinha me afetado, mas nada em mim era assim e eu estava querendo continuar com aquilo e ir seguindo até ver onde parava ou se nosso amor renasceria como uma fênix, mas parece que finais felizes realmente só combinam com os filmes, aquilo era um final, mas nada ali era feliz pra mim. 3 semanas depois do fim da rotina que eu queria para minha vida - ficar ao lado dela- já estava mais adaptado a sair com os caras, encarar o apartamento vazio, alguns prazeres rápidos e tão cheios de "reverberação" quanto meu apartamento! Procurava diversão no meu trabalho, entenda, eu trabalhava no hotel mais barato da cidade e nessas ultimas semanas aprendi a tirar proveito dessa situação, mas era raro aparecer alguém sozinho por aqui e por isso mesmo os prazeres eram cada vez mais rápidos e vazios. Na segunda apareceu uma mulher sozinha e achei que ela devia estar perdida ou bêbada porque sua aparência era a pior possível, não entenda mal, ela era realmente linda, mas a expressão que levava no rosto lembrava a minha depois de um porre. Quem sabe se ela estiver lúcida amanhã não resolva sair comigo? Quem sabe? Não sei...já estou tão cansado de tudo que é efêmero, o mundo sofre com a falta de amor porque a gente se acostuma a não querer amar. Amar é bom, amar é revigorante quando não termina em uísque, quando não termina no meio dos seus planos com a pessoa, quando termina no fim do copo ou no corpo da primeira prostituta que se oferece pra você depois de uns porres. Amar é...amar deve ser alguma coisa que não envolva estar bêbado e fodido.

-          Diário de bordo do futuro (Parte III)

  Diário de bordo do futuro (Parte II)

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Metade sempre cheio ou ego sempre vazio?


Ainda estou vazia, o que eu chamava de “borboletas”, hoje em dia, são morcegos. Não me sinto mal por essa mudança brusca, mas sinto-me inconstante e vulnerável, como se qualquer sopro pudesse atiçar a minha vontade de voar. E não sou muito de roubar o sangue dos outros, costumo dar o meu para ver tudo caminhar bem, não gosto de fazer analogias com animais, prefiro objetos inanimados que só tem valor para quem se põe a pensar. Prefiro pensar que eu sou uma pipa, uma pipa azul, isso pode ter “n” significados e você tentar achar o valor de “n” ou só considerar que isso aqui é poesia e licença poética também vale pra quem só lê. Voltando a pensar sobre o vazio, que as vezes eu chamo de “nada”, {O que vc tem? “Nada”}, é comovente a capacidade das pessoas de perguntar sobre o que elas não querem saber e ainda mais extraordinário a nossa capacidade de responder de maneira clichê ou irônica. Dizem que isso é uma característica peculiar do sexo feminino, talvez seja, quem sabe?, mas já vi todo tipo de ser usar dessa “peculiaridade feminina”. Até meu cachorro, que por sinal eu não tenho, responde assim. Preencho o meu “nada” com minhas fantasias repletas de “tudo”, por isso volta e meia estou escrevendo sobre algo que não deveria ser retratado por mim e também por isso me perco nos assuntos do cotidiano, era pra falar sobre o meu vazio e cá estou eu falando sobre os devaneios sociais, afinal, quem é tão “eu” que não tem um pouco de “nós”? Sem querer quando eu quero ser extremamente egoísta e narrar tudo na primeira pessoa, acabo partindo para a segunda, para a terceira e para você, sem querer acabo reunindo os sentimentos do mundo na ponta dos dedos e no fio da meada da mente.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Aquarela de sentimentos


Eu resolvi trocar os sentimentos por cores. Funciona assim: A saudade que eu sinto é roxa, a dor pela perda é marrom, o amor que ainda resta é violeta e a morte da esperança é azul. Eu amo azul, azul mar, azul céu, azul eu. Mas o azul pode ser anil, marinho, forte, fraco, intenso, breve, passageiro ou sufocante, depende do dia e do tom. O tom pode ser leve, fosco, cintilante ou Jobim o que importa é a sonoridade. Que por sinal traduz as cores que sinto e os sentimentos que vejo, não é tão complexo quanto parece. Se você estiver em um “hiato sentimental” talvez não compreenda, mas se você for o núcleo do cometa vai tirar de letra a calda dessa minha fantasia. Nem tudo é metáfora, as vezes a gente colore as palavras para que ninguém perceba o que está amargando na ponta da língua delas.

Diário de bordo do futuro


Você quer ser perseguida por um cara? Tente livrar-se dele! Isso eu aprendi aos 15 anos, mas nada que mais 10 anos de estrada não me confirmassem. Seguia os dias como se fossem o primeiro e eu nunca deixava de ser novidade para os homens e para as mulheres, todos queriam saber porque eu cheguei sozinha, sem muita bagagem. Diziam que eu era bonita demais para trabalhar com o pessoal da limpeza, contudo, eu não queria aparecer, não queria que reparassem em mim ou que me reconhecessem do jornal. Ligava para casa de 3 em 3 dias e já tinha até amigos, aos poucos eu estava reconstruindo o prédio que havia sido derrubado pela morte do meu pequeno. Ninguém queria confiar completamente em mim porque eu falava pouco sobre o passado e menos ainda sobre o futuro, o presente era meu ápice- tudo bem, não estava procurando pela confiança de ninguém já que não confiaria neles também- mas alguns homens são a peça perfeita de um quebra cabeça que não lhe apetece, alguns tem senso de problema, rastro de perdição, querem fazer parte de uma história que não é pra ser contada e foi um desses que resolveu descobrir sobre mim, foi um desses que resolveu me chamar para um café e eu? Eu odeio café, mas diga "não" a um homem decido em te ter e você se tornará sua obsessão secreta ou sua inimiga mortal e eu não queria ser nem um, nem outro. Aceitei beber o café, mas a vida é sempre novidade até quando vira museu e você só encontra um problema quando tenta fugir de outro.

                                                                                                                                                    -   Diário de bordo do futuro (Parte II)
Diário de bordo do futuro (Parte I)

sábado, 17 de janeiro de 2015

Codinome, cor diz nome e comportamento também!


Fiquei de pé em meu salto e senti que faltava algo, algo que não estava sendo refletido pelo espelho, algo que meu reflexo não dizia, reparei nas minhas roupas milimetricamente controladas para manter a minha moral. Depois de um dia fodido tudo o que eu queria era um copo grande da vodka mais barata com limão, mas me controlei com uma ICE para não exagerar no álcool e pagar vexame. Conheci 5 caras, mas só entreguei meu telefone a 1 (que mesmo tão simpático na hora não ligou para a "garota certinha"), por dentro insatisfeita com a minha postura já que os 3 primeiros realmente me agradaram, porém, mais uma vez os olhos que controlam o meu nome me limitaram. E quantas vezes você já se sentiu assim? Seu nome é Amanda/Letícia/ Cintia, mas quando colocam "seu nome na rua" ele muda pra puta/ sem vergonha/vaca e você passa a beber menos, transar menos, falar menos, vestir mais e depois o que te resta é mundo de futilidade onde o que realmente interessa é o nome do próximo que vai cair. Aquela falsa liberdade onde mulher tem que ser sexy, mas "se controlar", tem que ser inteligente, "mas não tanto, tem que saber chegar, "mas sem se mostrar", tem que ter atitude, "mas chegar no cara assusta". Conquistamos o mundo, mas basta pisar na bola uma só vez que lá está o passado gritando na nossa cara que "só podia ser mulher", é, só podia ser mulher, só podia ser lésbica, só podia ser preta, só podia ser um humano mesmo, né? Então hoje é sábado, eu desci do salto graças a um calo filho da puta no pé e usei uma saia que mostrava até onde eu queria, entreguei meu telefone a 3 caras (sim, só um deu certo, mas ninguém garantiu que seria perfeito, hahaha) e bebi até esquecer meu nome, o resultado? Ah, foi um puta sábado! Dancei até queimar os pés e passei o resto da noite descalça. O mundo não mudou, trocaram meu nome de Maria para vagabunda, mas eu continuo pagando minhas contas e independente o suficiente para continuar me chamando Maria

Mensagens de Luar

Eu contei pra lua um segredo só meu
segredo de menina que acredita em forças maiores
Ela prometeu que assim que surgisse na tua janela
Levaria a lembrança do meu sorriso para seus olhos
Então quando me ver em um campo a sorrir com a
Simples aparição da lua, não é fantasia. 
É um desejo meu, um beijo meu que leve e terno
Chega a teus lábios com a pureza que sempre imaginei
Pra gente. Se um dia o sol voltar e clarear tua visão,
Fazendo com que minha forma desapareça na imensidão
Da luz solar, quero que guarde a sensação de ser beijado
Por mim com a luz da lua como nossa eterna mensageira.






Diário de bordo do futuro



Acordei aquela manhã com o coração na mão e no lugar dele o que batia era um desejo: nunca mais voltar. Acho que todos passaremos por algo definitivo na vida e essa definição fará com que a gente mude totalmente a direção. "Nunca mais voltar" era o que eu repetia na frente do espelho, mais para me lembrar porque as minhas malas estevam prontas do que para confirmar a sentença. O fato é que a morte geralmente é o que faz a gente refletir, as vezes perder alguém é o choque que a gente precisa para acordar e perceber que uma vida estável não significa aceitar a "mesmice" dos dias e era isso que eu estava fazendo: aceitando a rotina. Ainda acreditava em intuição e a minha estava gritando por um caminho diferente, entrei naquele carro com a certeza de seguir, nada para perder, descobertas a fazer e meu filho em um caixão. Certamente meus pais aprenderiam a cuidar da loja sem mim, estava na hora de parar de servir. Cheguei ao novo, os olhos me cercando indicavam que uma novata era a novidade que a cidade pequena precisava, sem nomes e sem sentimentos dessa vez - só eu, meu carro, meus vícios e todo um passado para esquecer.




                 -   Diário de bordo do futuro (Parte I)